sábado, 18 de dezembro de 2010

Café da manhã


Dizem que no café na manhã deve se comer como um rei, e nas outras refeições o aconselhável é ir baixando de escalão. Deixando de lado as provas científicas e as minuciosas regras de bem estar, a lógica prova isso, pois, o corpo deve estar preparado para o longo dia que se seguirá.



Pulando esta parte pseudo-nutricionista, penso num paralelo com a escrita, quando acordamos produzimos? Acho que a única certeza de produção na maioria das vezes é a de mal humor, que assola a maioria das manhãs.


A madrugada é certa como companheira de boa escrita, talvez porque ela vem junto com a boêmia ou com a melancolia de pensamentos sentimentais, de certo a madrugada é propícia para expor as reflexões em formas de palavras.


Talvez depois do passar de tantas horas do dia a escrita não esteja já tão pura, ela incorpora um estado selvagem, já calejado pelo que se viveu.


Agora tento escrever pela manhã, não muito criativa, mas ainda inocentada de males ou bens que me afogarão ao passar das horas.

5 comentários:

Ca!0 Cardoso disse...

O Caio Fernando Abreu costumava dizer que os pensamentos, assim como nós, acordam totalmente desalinhados... fora do lugar. Não se produz nada de manhã! hehe

Ca!0 Cardoso disse...

"Pensamentos matinais, desgrenhados, são frágeis como cabelos finos demais que começam a cair." CFA

Anônimo disse...

Muito bom cara, sempre mandando bem na escrita. Abraços

Ane Oliveira disse...

Pela manhã a mente ainda está vazia, às vezes, facilita a escrita. Mas é pela madrugada que a bate uma inspiração incontrolável. Como você disse, ela é 'companheira de uma boa escrita'. Não te conheço e nem sei como achei seu blog, mas parabéns pelos textos. rs

Mariane Oliveira

Ane Oliveira disse...

Pela manhã a mente ainda está vazia, às vezes, facilita a escrita. Mas é pela madrugada que a bate uma inspiração incontrolável. Como você disse, ela é 'companheira de uma boa escrita'. Não te conheço e nem sei como achei seu blog, mas parabéns pelos textos. rs

Mariane Oliveira