quarta-feira, 20 de abril de 2011

Expresso






Era ela, aliás, sempre foi ela.


Já tentei esquecimento, sobreposição, nada adianta.

Olhe como me olha, será que me olha? Será que me despreza, será que me consola?

Foi a última foto, e nem foi uma foto, foi o desenho do último momento que compartilhamos juntos, sublime, o desenho.


Tarde seca sem brisa, por volta das cinco, celular, marcar encontro, praça.


O romantismo já não era o mesmo, comprimento rápido escancara muita coisa.

Debate mais pegado, ninguém cedia como antes, ou se sustentava em intermináveis chamegos.

E por fim um veredito, tempo era a solução, de fato, não gostei.


Pra onde será que vai esse tempo que não volta, me questionei por um tempo real.

Quando voltei, vi exatamente o que o desenho grita, expressão única, creio, indefinível.

Agora despedida rápida, que optei por não buscar sentido ou significado, passo a frente, destinos contrários.



Mas vida que é vida segue, sempre seguiu, sigo seguindo ela, não a musa, sim a vida.


3 comentários:

Luana disse...

Parabéns :) Texto perfeito

Priscila disse...

completo pensamento criativo, emotivo. inegável sensação que me invade.. solene, pedindo licença com a mesma ferocidade que um sonho invade meus pensamentos.

Seyal Layes disse...

Eis PH, só estou visitando... Ah e faz um favorzinho, coloca seguidores ai no seu blog pra eu te seguir.Bjus
Mais tarde eu volto pra ler e comentar direitinho nas postagens.
Dá um pulinho no meu também.
paginazabertas.blogspot.com

Bjão,
Que Jesus Cristo te abençoe
Lis. ;)